O ASUS Fragrance Mouse MD101 é o primeiro rato com compartimento para fragrâncias. Uma estreia em Portugal que une tecnologia e olfato, o sentido mais íntimo na criação de memórias.
Sempre acreditei que o olfato é o mais íntimo dos sentidos — aquele que se liga diretamente à emoção e à memória, sem filtros racionais. Um aroma pode devolver-nos em segundos à infância, a uma viagem ou a uma pessoa. É por isso que raramente consigo trabalhar sem perfumar o ambiente: preciso desse gesto invisível para criar uma atmosfera própria, que personalize o espaço e, quase sem dar por isso, molde a forma como penso e escrevo.
Foi talvez por isso que este lançamento da ASUS me pareceu tão Fora de Série. Numa indústria onde a inovação costuma resumir-se a processadores mais rápidos ou baterias mais duradouras, a marca ousou explorar um território quase esquecido: o dos sentidos. Apostou no olfato — um campo ainda pouco trabalhado pela tecnologia — para provar que até o quotidiano digital pode ser humano, emotivo e memorável.
O rato que também respira
O novo rato da ASUS integra um compartimento recarregável de óleos aromáticos, permitindo ao utilizador perfumar o espaço de trabalho de acordo com a sua preferência. Disponível em tons Iridescent White e Rose Clay, conjuga design ergonómico, autonomia de até 12 meses e conectividade sem fios — mas é no detalhe do aroma que reside a sua verdadeira originalidade.
Como explicou Eduardo Cardoso, Marketing Manager da ASUS: “O ASUS Fragrance Mouse MD101 não serve apenas para clicar e mover um apontador no ecrã. Pode também libertar aromas, funcionando como um ambientador em forma de rato. É, ao mesmo tempo, uma ferramenta de produtividade e uma experiência sensorial.”
Um workshop transformador
Durante o lançamento, a ASUS convidou o perfumista Lourenço Lucena a guiar um workshop de criação de fragrâncias. Cada convidado compôs o seu próprio perfume para utilizar com o rato. Foi um exercício raro: traduzir identidade em aroma e, depois, aplicar essa assinatura olfativa num objeto quotidiano.
“Os aromas têm o poder de transformar um dispositivo numa memória inesquecível”, comentou Lucena durante a sessão. Para ele, a perfumaria é, acima de tudo, uma arte multissensorial — um território que “se vive na pele” e que pode cruzar-se com universos tão distintos como a tecnologia, os vinhos ou o café.
No seu percurso, Lucena tem defendido a importância de abrir o olfato a novas áreas de experimentação. Como costuma referir: “Há anos que falo na importância de áreas como os perfumes, vinhos, aguardentes, chocolates, cafés, azeites e outros se encontrarem mais.” É essa visão transversal que deu consistência ao momento: transformar um simples periférico tecnológico numa experiência que une emoção, memória e presença.
O poder invisível dos aromas
A ligação não é apenas poética — há ciência por trás dela. Estudos em psicologia olfativa demonstram que certos aromas influenciam o humor e a produtividade:
• Cítricos (limão, laranja, toranja, bergamota): associados à energia e clareza mental, reduzem a sensação de fadiga.
• Alecrim: melhora a concentração e a memória de curto prazo.
• Lavanda: ajuda a reduzir a ansiedade e a induzir serenidade, ideal para trabalhos criativos.
• Hortelã-pimenta: desperta os sentidos e aumenta o estado de alerta.
• Sândalo e madeiras suaves: criam uma sensação de conforto e enraizamento, propícia ao foco prolongado.
Incorporar estas notas no dia a dia significa moldar o ambiente à medida da tarefa: mais frescura em manhãs longas, mais serenidade em dias tensos.
Quando a tecnologia se torna humana
Ao apostar no olfato, a ASUS abre caminho para uma tecnologia mais íntima, que não vive apenas de especificações, mas também de sensações. Para mim, que preciso de perfumar o espaço de trabalho para me sentir verdadeiramente em casa, este lançamento foi mais do que uma curiosidade: foi uma confirmação de que até a tecnologia pode — e deve — dialogar com os sentidos. No fim, o que fica não é apenas a memória de um novo produto, mas a sensação de que, a cada clique, podemos também respirar uma história.






