O novo Santos de Cartier renasce em titânio e aço negro, leve e luminoso, evocando o espírito livre de Alberto Santos-Dumont e o seu sonho de conquistar os céus. A história repete-se, mas em altitude.
Há histórias que atravessam gerações sem perder altitude. A de Alberto Santos-Dumont é uma delas. No virar do século XX, quando o céu era ainda território de imaginação, o engenheiro e inventor brasileiro ousava sonhar com máquinas capazes de voar. Em 1897, sobrevoou Paris em balões e dirigíveis desenhados por si, antes de criar, em 1907, La Demoiselle, o primeiro avião leve de estrutura tubular — antepassado direto do avião moderno.
Santos-Dumont era um homem de extremos: elegante, excêntrico, meticuloso. Morava num pequeno apartamento na Avenue des Champs-Élysées, onde o teto se abria para deixar entrar o seu balão pessoal. Vestia-se com rigor, tinha gosto pelas novidades técnicas e acreditava que o futuro pertencia a quem ousasse desafiá-lo. Por isso, em 1901, tornou-se o primeiro homem a sobrevoar Paris em torno da Torre Eiffel, um feito que o consagrou como herói da era moderna.
Foi nesse mesmo tempo que conheceu Louis Cartier, joalheiro e relojoeiro de espírito igualmente visionário. Numa das suas conversas, o aviador confidenciou a dificuldade prática de consultar o relógio de bolso enquanto pilotava. Cartier ouviu e compreendeu o problema com a intuição dos grandes criadores: o que era necessário não era apenas um relógio — era uma nova forma de o usar.
Assim nasceu, em 1904, o primeiro relógio de pulso masculino da história, o Santos de Cartier. Com linhas geométricas e parafusos à vista, foi uma revolução silenciosa: libertava as mãos do aviador e simbolizava um novo ritmo de vida, mais rápido, mais leve, mais livre.
Um ícone que continua a desafiar a gravidade
Mais de um século depois, o mito regressa em duas versões que reinterpretam o espírito pioneiro do original. O novo Santos de Cartier 2025 renova a ousadia técnica e estética que sempre definiu o modelo, evocando a leveza das máquinas voadoras de Santos-Dumont e a precisão do gesto de Cartier.
A primeira, em titânio, é 43% mais leve e 1,5 vezes mais resistente do que o aço — um feito técnico que ecoa a obsessão do aviador pela leveza e pela eficiência aerodinâmica. É também a primeira vez que a Cartier cria uma pulseira inteiramente em titânio, material até aqui reservado à Alta Relojoaria da marca.
A segunda versão, de aço com mostrador preto e ponteiros SuperLuminova®, explora o lado mais urbano e desportivo, combinando contrastes de luz e textura com a elegância que sempre definiu o modelo. O brilho verde fluorescente dos ponteiros destaca-se sobre o mostrador com acabamento acetinado e raios de sol, enquanto a coroa heptagonal engastada com uma espinela azul facetada acrescenta uma nota de refinamento técnico — um detalhe Cartier, preciso e distintivo.
Ambas as versões são movidas pelo calibre manufatura 1847MC, resistente a campos magnéticos e estanque até 100 metros, com pulseiras intercambiáveis QuickSwitch™ — para quem, como o seu criador, vive em constante movimento.
Mais do que um instrumento de medição, o Santos de Cartier é um gesto de liberdade. Um tributo ao homem que sonhou com o impossível, que inventou máquinas para voar e que ensinou o mundo a medir o tempo não em minutos, mas em alturas alcançadas. Hoje, como em 1904, o Santos continua a ser o relógio de quem desafia a gravidade — literal ou metaforicamente.
Movimento: Calibre manufatura automático 1847MC
Caixa: Titânio microgranulado (43% mais leve que o aço) ou aço acetinado
Mostrador: Preto, acabamento acetinado e raios de sol, ponteiros com SuperLuminova® verde fluorescente
Coroa: Heptagonal, com espinela sintética azul facetada (versão aço) ou espinela negra (versão titânio)
Estanquidade: 10 bar (~100 metros)
Pulseiras: Titânio ou aço intercambiável com sistema QuickSwitch™, bracelete adicional em pele de alligator cinzenta
Disponibilidade: Na boutique Cartier Lisboa, Av. da Liberdade nº240.



















