Inspirada no céu que Gabrielle Chanel lia como um mapa íntimo, a coleção Holiday Makeup 2025 converte talismãs, luzes e contrastes astronómicos em texturas que encerram o ano com elegância serena.
A aproximação das festas muda o modo como observamos a noite. As cidades tornam-se mais silenciosas, o frio aguça o olhar e a luz – rarefeita, oblíqua – ganha uma intensidade que só existe nesta altura do ano. É esse instante suspenso que inspira a Holiday Makeup Collection 2025 da CHANEL. Uma coleção que nasce da forma como Gabrielle Chanel lia o céu: como um território íntimo, povoado de sinais e pequenos presságios que guiavam a sua vida e a sua criatividade.
Para esta edição, o CHANEL Makeup Creation Studio – em colaboração com Cécile Paravina, da Comètes Collective – recupera os cinco talismãs que orbitavam o universo pessoal de Mademoiselle Chanel: o leão, a estrela cadente, a camélia, as espigas de trigo e as pérolas. Símbolos que regressam agora gravados em pós, sombras e brilhos, como se cada gesto de maquilhagem fosse uma forma discreta de convocar sorte, luz e recomeço. A coleção celebra o fim de um ciclo, mas sobretudo aquilo que começa depois.
Uma luz que aterra na pele
Les Signes de CHANEL abrem a narrativa com duas paletas que funcionam quase como talismãs portáteis. Em Rose Lumière, um rosa frio encontra um iluminador nacarado; em Pêche Lumière, o laranja amadeirado cruza-se com um dourado perolado. A textura, suave e satinada, assenta na pele como se a luz refletida fosse natural, aquela luz do amanhecer que surgia tantas vezes nos ateliers da rue Cambon. Os símbolos gravados nos pós parecem constelações em miniatura, lembrando que para Gabrielle Chanel a beleza começava sempre por um detalhe silencioso.
Olhar em modo astral
Depois, é o olhar que entra no firmamento. Les 4 Ombres Nuit Astrale oferece quatro interpretações da noite: um azul-cinza mate de profundidade subtil, um púrpura prateado que recorda céus de inverno, um lavanda acetinado de serenidade quase poética e um azul-aqua que acende o canto interno do olho como uma estrela inesperada.
O traço ganha intensidade com Le Liner de CHANEL – Flamboyant e Écarlate – dois metálicos que evocam meteoros a cortar o céu. E Noir Allure Anthracite, rímel cinza-azulado, acrescenta dimensão sem peso, como se a sombra fosse moldada pela própria escuridão da noite.
Lábios em queda de estrelas
O storytelling continua nos lábios, onde a CHANEL explora o brilho como sensação mais do que efeito. Rouge Allure Velvet regressa em duas edições luminosas – Abstrait e Rouge Vie – que vestem a boca com a suavidade de um veludo iluminado por dentro.
Quem prefere um brilho mais líquido encontra em Rouge Allure Laque duas tonalidades que parecem inspiradas em fenómenos astronómicos: Incandescent, rosa-azulado com reflexos magenta que lembram matéria incandescente; e Nébuleuse, roxo profundo com brilho perolado, eco de nebulosas vistas através de lentes de longa exposição.
Metais celestes nas unhas
No final, as mãos tornam-se o ponto final desta constelação. Le Vernis Cosmique, azul-ardósia sofisticado, e Le Vernis Alchimiste, laranja metalizado intenso, funcionam como notas metálicas que captam a luz sem esforço. São cores que não competem com o look – antes o completam, tal como pequenas estrelas que só percebemos quando mudamos o ângulo.





















