Inspirado pelo fascínio do cliente pelo espaço, o Cullinan Cosmos é um exemplar único da Rolls-Royce: um SUV que transforma a Via Láctea em arte feita à mão.
O céu noturno cabe num habitáculo de quatro rodas. Essa foi a ambição de uma família do Médio Oriente quando procurou a Rolls-Royce para dar vida a um automóvel que fosse mais do que um meio de transporte. O resultado é o Cullinan Cosmos, uma criação única que levou o savoir-faire artesanal da marca a viajar para o infinito.
O projeto foi encomendado através do Private Office Dubai, onde a ligação direta entre clientes e artesãos da casa britânica permite transformar sonhos em realidade. O briefing era claro: transformar o fascínio pelo cosmos num Rolls-Royce capaz de evocar a beleza das estrelas. “Queríamos criar algo de que a nossa família se lembrasse para sempre: um Rolls-Royce que capta a essência do cosmos e mostra que nenhum sonho está fora do alcance”, explicou o cliente em comunicado.
O céu pintado à mão
O elemento central deste Cullinan é o forro do tejadilho interior, onde a icónica configuração Starlight Headliner foi elevada a um novo patamar. Pela primeira vez, em vez de fibra ótica, a marca pintou manualmente a Via Láctea, num trabalho que consumiu mais de 160 horas. Entre o brilho de estrelas e névoas cósmicas, a cabine transforma-se num observatório particular.
Os bancos reclináveis combinam couro Charles Blue e Grace White, com costuras contrastantes e inserções em madeira Piano White. Detalhes bordados e pintados à mão nos painéis das portas e apoios de cabeça revelam um “Star Cluster” exclusivo, desenhado em colaboração com o cliente, e até o painel do passageiro guarda uma constelação secreta.
No exterior, a carroçaria ostenta a pintura Arabescato Pearl, inspirada no reflexo lunar. Duas linhas coachline em Charles Blue percorrem a lateral, desenhadas também à mão. A escultura do Spirit of Ecstasy surge iluminada, como uma estrela distante, a completar a metáfora cósmica.
Apesar da roupagem celestial, a mecânica é a do Cullinan Series II: motor V12 biturbo de 6,75 litros, com 563 cavalos de potência, tração integral e caixa automática de oito velocidades. Capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em menos de cinco segundos, é uma prova de que até no espaço onírico do luxo, a engenharia continua a ser terrena e robusta.
O Cullinan Cosmos confirma o que a Rolls-Royce vem demonstrando com a sua divisão Bespoke: não existem limites quando o assunto é personalização. E enquanto outros apontam para as estrelas, em Goodwood conseguem trazê-las para dentro de um automóvel.













