A Laces and Hair chega a Portugal com a promessa de reinventar o cuidado capilar: fórmulas naturais de alta performance, um conceito pioneiro de hair spa e uma filosofia de beleza consciente.
Quando Mercedes Dios abriu, em 1987, o primeiro hair spa do Brasil, talvez não imaginasse que, quase quatro décadas depois, a sua filha Cris conduziria a Laces and Hair para uma expansão internacional que começa agora em Portugal. O que nasceu de uma intuição pioneira — unir bem-estar, saúde e performance capilar — tornou-se um ecossistema de beleza único, que hoje conquista celebridades como Rita Ora ou Irina Shayk e se prepara para criar, em Lisboa, um novo templo de regeneração e cuidado.
Um ecossistema que nasceu antes da tendência
Muito antes de o mercado falar em clean beauty ou slow beauty, a Laces já defendia que um cabelo bonito é, antes de tudo, um cabelo saudável. “Ser pioneiro tem as suas vantagens e desvantagens. É uma jornada muitas vezes solitária, mas sempre muito consciente de onde se quer chegar”, admite Cris Dios, fundadora e CEO, em entrevista à Fora de Série. Desde 1987, quando a sua mãe, Mercedes Dios, inaugurou em São Paulo o primeiro hair spa brasileiro, a filosofia manteve-se a mesma: cuidar dos fios de dentro para fora, unindo o conhecimento ancestral à inovação tecnológica, os recursos da natureza à alta performance.
Hoje, o Grupo Laces é referência absoluta no Brasil. Conta com dez espaços próprios — de São Paulo ao Rio de Janeiro, passando por Belo Horizonte e Campinas — que oferecem uma experiência de wellness onde corpo, mente e alma se entrelaçam. A estes somam-se 64 salões Bioma, uma rede que transforma cabeleireiros tradicionais em espaços sustentáveis, além de linhas de produtos próprios concebidos a partir das necessidades reais dos clientes. Entre elas, a Laces Hair Care (LCS) e a Cris Dios Organics, agora também disponíveis em Portugal através de 150 lojas Pluricosmética
O portefólio, desenvolvido com ativos da biodiversidade brasileira — mais de 60 ingredientes extraídos de biomas como a Amazónia ou o Cerrado —, reflete um compromisso claro: ser vegano, cruelty free, com alto índice de naturalidade e embalagens biodegradáveis. “Não existe problema capilar que não possa ser resolvido com os nossos produtos”, resume Cris Dios. Entre os mais emblemáticos estão a linha Ssoro, pensada para cabelos danificados, e a linha Água de Coco, destinada a hidratação e reconstrução. Em Portugal, juntam-se ainda best-sellers como Maçã Verde, Coloridos ou Pure, cada um pensado para necessidades específicas.
Portugal como porta de entrada para a Europa
A escolha de Portugal como primeiro passo da expansão internacional não foi ao acaso. A afinidade linguística, a proximidade cultural e a forte comunidade brasileira residente pesaram na decisão. Mas há também uma questão estratégica: o mercado europeu de produtos capilares vale milhares de milhões e cresce a ritmo acelerado, impulsionado pela procura de fórmulas naturais e sustentáveis. Em Portugal, só este segmento deverá ultrapassar os 289 milhões de euros até 2029.
“Portugal é o nosso ponto de partida. Queremos expandir para muitos mercados europeus, mas de forma consciente e passo a passo, acreditando no fluxo das coisas”, explica Cris Dios. Para além dos pontos de venda, a ambição é abrir no país o primeiro hair spa Laces fora do Brasil. Como sempre, será concebido por um “coletivo de criadores” — arquitetos, designers, artistas plásticos e paisagistas — que interpretam a essência da marca no espaço físico. “Mais do que um lugar que entrega cabelos bonitos, entregamos saúde, beleza, bem-estar e experiência. Procuramos sempre conectar as raízes locais e somar sinergias com a cultura do lugar”, acrescenta.
Essa abordagem, que transcende o salão e se aproxima de um ritual, explica porque é que figuras internacionais como Irina Shayk, Rita Ora ou Camila Pitanga se tornaram clientes fiéis. Para celebridades cuja imagem implica mudanças de visual constantes e uso intensivo de ferramentas térmicas, encontrar soluções eficazes e não agressivas é quase uma necessidade vital.
A sustentabilidade não é um capítulo à parte, mas a espinha dorsal da Laces. O grupo foi carbono neutro em 2014 e certificou a sua fábrica como orgânica em 2015. Práticas como o aquecimento solar da água, a reutilização da chuva ou a utilização de embalagens biodegradáveis são rotina há anos. Não por acaso, Cris Dios foi convidada a partilhar a experiência do grupo na COP27. “Muitas empresas fazem apenas gestos superficiais porque sustentabilidade virou moda. Mas precisamos de ações que promovam regeneração real do planeta”, defende.
Laces and Hair chega, assim, a Lisboa com a promessa de se tornar mais do que um espaço de beleza: um refúgio onde cada cliente encontra um momento de conexão consigo mesmo, através de um ritual que combina natureza, ciência e bem-estar. Para quem acredita que autocuidado é também afirmação de estilo de vida, a nova morada da Laces é, afinal, uma extensão de uma filosofia de vida que se mantém fiel ao mote de Cris Dios: entregar cabelos saudáveis, autoestima e consciência ambiental — tudo no mesmo gesto.




















