Fundada em 1975, a Maurice Lacroix celebra 50 anos de uma visão que redefiniu a relojoaria suíça: unir excelência e modernidade, tradição e acessibilidade, num tempo que é sempre agora.
Nas montanhas do Jura, onde o som do metal polido se confunde com o murmúrio dos pinheiros, nasceu, há meio século, uma marca que viria a desafiar o relógio suíço tradicional. A Maurice Lacroix surgiu em 1975, numa era em que a relojoaria vivia uma das suas maiores convulsões — a crise do quartzo — e o mundo assistia à entrada da tecnologia na vida quotidiana. Enquanto muitos ateliers históricos perdiam o fôlego, a jovem maison escolheu um caminho distinto: unir o savoir-faire suíço à estética moderna e criar um novo idioma para medir o tempo.
Desde o início, a marca procurou o equilíbrio entre técnica e design. Instalou a sua manufatura em Saignelégier, nas Franches Montagnes, uma região que é, por si só, uma declaração de princípios — longe das grandes cidades, próxima da natureza e das origens do artesanato relojoeiro. A partir daí, construiu uma reputação assente na qualidade de fabrico, nos detalhes minuciosos e num espírito profundamente contemporâneo.
Uma nova geração suíça
Ao longo das décadas, a Maurice Lacroix foi desafiando a hierarquia estabelecida da relojoaria helvética. Com uma linguagem estética mais limpa, menos cerimoniosa, foi conquistando quem via o relógio não como um símbolo de status, mas como uma extensão da personalidade. Essa ideia — que o luxo não precisa de ser distante — tornou-se o seu maior trunfo.
O segredo do sucesso está naquilo que a marca chama de excellence accessible: a convicção de que o rigor suíço pode ser partilhado com um público mais vasto, sem comprometer o acabamento, o design ou o desempenho técnico. É essa ponte entre o artesanato e a contemporaneidade que faz da Maurice Lacroix uma espécie de elo perdido entre a tradição e o futuro.
A marca tornou-se também um ponto de encontro entre gerações. A elegância discreta dos seus modelos conquista colecionadores clássicos, enquanto o design robusto e versátil atrai uma nova comunidade de apreciadores — jovens urbanos que procuram autenticidade num mercado saturado de ostentação.
O tempo é agora
“Your Time Is Now”, o lema que acompanha a marca nos últimos anos, é mais do que uma assinatura: é uma filosofia de vida. Encoraja quem usa um Maurice Lacroix a viver o presente com intensidade, sem esperar pela ocasião perfeita. O tempo, para a maison, é matéria viva — e só ganha valor quando é vivido.
Essa ideia de movimento e reinvenção materializa-se na sua coleção mais emblemática, o AIKON, lançado em 2016. Inspirado no modelo Calypso dos anos 90, tornou-se rapidamente o rosto da nova geração da relojoaria suíça. O design com luneta de seis garras, as linhas firmes e a ergonomia perfeita transformaram-no num ícone contemporâneo — uma peça que traduz a essência de uma marca urbana, moderna e autêntica. O AIKON é um manifesto sobre como a tradição pode coexistir com o agora. E o agora, na Maurice Lacroix, é sempre o ponto de partida.
AIKONIC: o artesanato do futuro
No ano em que assinala meio século, a Maurice Lacroix apresenta o AIKONIC, um novo capítulo na história da sua coleção mais desejada. A sigla “IC” — Innovative Craftsmanship — resume o que a marca tem vindo a construir: um diálogo entre o saber artesanal e a experimentação tecnológica.
Produzido na manufatura de Saignelégier, o AIKONIC integra componentes de origem local e um movimento automático de nova geração, o Calibre ML1000, desenvolvido em parceria com a Soprod, especialista também sediada no Jura. O resultado é um relógio de elevada precisão, com 60 horas de reserva de marcha e um nível de acabamento digno de peças de gama muito superior.
Mas o AIKONIC distingue-se sobretudo pelo seu mostrador em carbono, um material habitualmente reservado à alta relojoaria, aqui reinterpretado de forma mais democrática. Cada mostrador é único, graças à disposição singular das fibras, e o seu sistema ML Easy Change, patenteado, permite trocar facilmente a bracelete — sem ferramentas, sem esforço, sem cerimónia. A verdadeira inovação está, afinal, na simplicidade.
O tempo que volta a começar
As comemorações do 50.º aniversário ganham também forma numa nova linha — a coleção 1975 —, uma homenagem à fundação da marca e à elegância dos seus primeiros modelos. Um exercício de memória e reinvenção que recupera proporções equilibradas e uma estética intemporal, agora reinterpretada com um olhar contemporâneo.
Com esta dupla celebração — do AIKONIC e da 1975 —, a Maurice Lacroix reafirma a sua identidade: a de uma relojoaria que nunca quis ser estática. A marca que nasceu moderna continua a olhar para a frente, sem perder de vista o valor do tempo que a trouxe até aqui.
Em meio século, a Maurice Lacroix tornou-se um caso raro de coerência e audácia. Uma casa que provou que o luxo pode ser acessível, o design pode ser emocional e a tradição pode ser moderna. No Jura, o tempo continua a correr — mas na Maurice Lacroix, ele recomeça a cada batimento.




















